9/13/2008

50 Imagens do 11 de Setembro

WTC 911
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9/07/2008

O Cáucaso

O Cáucaso é uma cordilheira montanhosa de 1.125 quilómetros de extensão, situada entre o Mar Cáspio e o Mar Negro. Tal como os Balcãs na Europa, entendem-na como uma das esquinas do mundo. Além de geograficamente separar o sul da Rússia do norte do Irão, é ponto equidistante entre a Europa e Ásia: uma encruzilhada étnica na qual encontram-se turcos, eslavos e iranianos.

Por igual, é limite entre duas grandes religiões: a Cristã e a Islâmica. Nos três últimos séculos, a região do Cáucaso tem sido palco de lutas entre o Império Russo, o Império Turco Otomano e o Império Persa, hoje sucedidos por estados modernos. Chamada também de "A Montanha das Mil Línguas", o Cáucaso é povoado há bem mais de três mil anos por um cadinho de tribos, muitas delas ainda vivendo de acordo com antigos códigos feudais, sempre prontas a se rebelarem contra os ocupantes vindos de fora (*).

(*) os principais grupos étnicos do Cáucaso do Norte, ou Transcaucásia, são os chechenos-ingushis, adigues, shapsugues, tcherquises, cabardins, abazas, cazaquis, balcars, nogis, ossetes digorse e daguestãos. Os do Sul, da Ciscaucásia, são os georgianos, os armênios e os azires.

O Interesse Russo




O czar Pedro I, dito o Grande (1672-1725), foi quem por primeiro tornou a ocupação daquela região uma questão estratégica de Estado. Os russos já tinham o controle do porto de Astracã desde que Ivan, o Terrível, em guerra contra os Canatos Tártaros, mandara ocupar a embocadura do rio Volga, em 1556. A intenção de Pedro I era ampliar a presença russa nas margens ocidentais do Mar Cáspio para fazer dali um trampolim para alcançar a Índia.

Impressionado pelas antigas histórias de riquezas do comércio indiano, imaginou atrair as caravanas de especiarias para dentro do território russo. Ao invés delas chegaram a Europa, vindas pelos desertos do Irã, atravessando a Turquia e o Mediterrâneo, o intento dele é que elas carregadas de peles e essências finas, subissem o rio Volga até São Petersburgo (capital do império russo), para então, singrando pelo Mar Báltico, chegar aos centros comerciais euro-ocidentais.

Entre 1722-3, o próprio czar Pedro I, descendo o rio Volga até o Mar Cáspio, chefiou uma expedição de desbravamento daquela região, levando consigo um exército de 60 mil homens. Naquela ocasião a potência que dominava boa parte do Cáucaso era o Xarado do Irã, com quem os russos passaram a disputar a hegemonia.

A Guerra do Cáucaso





Todavia, a verdadeira ocupação somente teve lugar no século 19, quando depois da expulsão de Napoleão do solo russo, ocorrida em 1812, o Czarado retomou o seu interesse em anexar aquela terra montanhosa em caráter definitivo. Em 1813 é que conseguiu arrancar do Xá da Pérsia a cedência da soberania sobre as margens ocidentais do Mar Cáspio.

Para afirmar o seu domínio, Alexandre I designou para lá um herói da guerra contra os franceses: o general Alexey Ermolov (1772-1861). Este convenceu o czar que a única maneira de manietar a população nativa, especialmente as tribos chechenas, era pela mão-de-ferro. Nomeado vice-rei do Cáucaso (1813-1826), o general deixou fama como um terrível repressor, alguém que cujo nome até hoje provoca horror nos caucasianos.

Ermolov organizou diversas campanhas de extermínio contra as aldeias montanhesas, massacrando a população civil com baionetas e liquidando os resistentes por meio de enforcamentos coletivos, como ele cometeu contra o vilarejo de Dadi Yurt. Um dito dele fez história: "Nunca a terra viu uma escória tão vil como os chechenos".

Nada disso arrefeceu o espírito de resistência dos montanheses. Povos insubmissos, fizeram uma guerra sem quartel aos russos invasores e seus aliados os cossacos (*). Ocultados nas alturas das montanhas, protegidos pelos abismos colossais, os chechenos e outros caucasianos, sempre que podiam, atraiam os russos para emboscadas, matando-os com adagas e punhais, ou que com que tinham à mão.

A política de terra-arrasada, de escancarada repressão contra as auls, as aldeias caucasianas, fez com que Ermolov terminasse sendo removido do cargo. Um outro general russo de nome Orlov chegou a escrever em 1820: "É justo submeter os chechenos e outros povos da região ao mesmo nível geral do Cáucaso. Entretanto, isso não é algo que se possa conseguir com baionetas mas com paciência e esclarecimentos... a luta pode trazer benefício pessoal a Ermolov, mas nada de bom para a Rússia".

Os primeiros passos dados na guerra contra os caucasianos foram decisão de Araksin, o governador russo do Astracã, quando, em agosto de 1711, atacou as aldeias dos Tártaros Kuban. Guerra esta, intermitente, que somente chegou ao fim 153 anos depois com o Tratado de Gubaadva, assinado pelo Imam Shamil na presença do czar Alexandre III, no dia 21 de maio de 1864. Quase em seguida a isso, enormes lençóis de petróleo foram encontrados pelos geólogos na bacia do Mar Cáspio.

(*) Cossacos (do tártaro Kazak, homem livre), grupo étnico das estepes do sul da Rússia. Povo de cavaleiros nômades habitantes da região da bacia do rio Don, englobando grande parte do sul da Ucrânia até o Cáucaso, conhecidos pela sua bravura em combate, desde 1380 servia como tropa de choque do império czarista que, em troca lhes respeitava os costumes e a autonomia.

Fonte: Aqui.

4/20/2008

25 de Abril

25 de Abril de 1974
Na sede da polícia política é apeada a foto de Salazar.
Mais informação sobre o 25 de Abril aqui.

11/14/2007

Loucos anos 20

11/05/2007

O futuro: Ensinar através do Second Life

10/19/2007

O Poder da Visão

10/09/2007

Che Guevara

40º aniversário da morte do ícone revolucionário Ernesto "Che" Guevara. Guevara, médico nascido na Argentina, notabilizou-se ao combater ao lado de Fidel Castro durante a revolução cubana e foi executavo pelo Exército da Bolívia na selva, próximo da aldeia de La Higuera, perto de Vallegrande, em 9 de Outubro de 1967.

10/03/2007

A I Guerra Mundial em Imagens

9/26/2007

O Século XX

O século XX conheceu vertiginosa evolução científica e tecnológica nas mais diversas áreas do conhecimento humano. Se foi fácil baptizar o século XVIII como o "Século das Luzes" ou o século XIX como o "Século da Razão", não haverá a mesma facilidade para encontrar a denominação mais adequada para o século XX. Afinal, foi o século das guerras mundiais, da bomba atómica, do automóvel, da mulher, das minorias, do avião, das viagens espaciais, da internacionalização da economia, do comunismo, do fim dos impérios colonialistas, da electrónica, dos transplantes, da indústria cultural, da clonagem, da Internet...

9/19/2007

Manifesto Anti-Dantas: Para Ouvir na Voz de Mário Viegas!


Vale a pena ouvir, ler e estudar!

9/18/2007

«Nenhum livro que aborde conspirações, encobrimentos e crimes de Estado estaria completo sem a presença de Richard Nixon, Tricky Dick (Dick, o Mentiroso), como era conhecido pelos seus concidadãos. O caso Watergate é, quase com toda a certeza, a conspiração mais célebre de todos os tempos. Hoje em dia, o escândalo Watergate converteu-se no exemplo típico que vem à memória de todos quando se trata de falar dos jogos sujos políticos, de corrupção, extorsão, escutas ilegais, conspiração, obstrução da justiça, destruição de provas, fraude fiscal, uso ilegal dos serviços secretos e das forças de segurança, financiamento ilegal de partidos e apropriação indevida de fundos públicos, todos eles, assuntos dos quais temos alguma experiência. Estas actividades ilegais, mais próprias do crime organizado do que da equipa de um presidente dos Estados Unidos, desenvolveram-se durante toda a Administração Nixon. São muitos os historiadores e estudiosos que se questionaram acerca do motivo subjacente que, segundo as palavras do próprio Nixon, fez com que tudo se corrompesse tão depressa. Ter-se-á de procurar possivelmente a resposta numa peculiaridade psicológica de Nixon que fazia com que se identificasse tão intimamente com a sua função como presidente dos Estados Unidos que interpretava qualquer ataque à sua pessoa como uma ameaça contra a nação. De personalidade essencialmente messiânica, Nixon acreditava ser um homem do destino, um salvador enviado para resgatar o país não interessando os meios que utilizava para o fazer. Confundiu a aversão que muitos cidadãos sentiam em relação a ele e à sua política com a deslealdade à nação. Quando foi eleito presidente em 1968, Nixon prometeu tirar os Estados Unidos da guerra do Vietname. Essa foi uma promessa que ficou por cumprir. De facto, há quem pense que Nixon tinha prometido mais do que estava nas suas mãos cumprir. Sectores poderosos vinculados à indústria do armamento mantinham uma pressão constante em círculos políticos para que a guerra continuasse. Assim, os primeiros anos da Administração Nixon, longe de terminarem com a guerra, provocaram uma extensão do conflito bem como um notável aumento do número de baixas. Isto causou em muitos norte-americanos um sentimento de amargura e profunda decepção em relação a Nixon, que naquela época começou a ser chamado de Tricky Dick. Grande parte do país, muito em especial aqueles que tinham votado nele em virtude da sua promessa de acabar com a guerra, sentiam-se defraudados. Nixon começou a sentir uma tremenda pressão envolvente à qual não eram alheios elementos do seu próprio partido, que faziam eco do descontentamento popular e clamavam por uma mudança na política internacional do presidente. A natureza paranóica deste levou-o a presumir que existia uma conspiração, não já contra ele, mas sim contra a presidência dos Estados Unidos. Numa entrevista com o jornalista David Frost, Nixon sustentava que, durante a sua presidência, os EUA se encontravam num estado de quase guerra civil. Esta sensação de pressão fez com que Nixon e os seus ajudantes preparassem uma lista de inimigos que incluiria os presumíveis conspiradores, que deviam ser aplacados, não pelo bem de Richard Nixon, mas pelo bem da América do Norte. Os pormenores deste caso são sobejamente conhecidos de grande parte do público. Tudo começou com a invasão e interferência nas linhas telefónicas do quartel- -general da campanha eleitoral do partido democrata. Partindo deste princípio, o presidente Richard Nixon e grande parte dos seus colaboradores foram posteriormente acusados de terem executado uma série de actos ilegais que encheram de consternação a opinião pública dos Estados Unidos. O escândalo culminou com a primeira demissão de um presidente na história dos Estados Unidos. A invasão foi cometida a 17 de Junho de 1972 por uma equipa de cinco homens que foram surpreendidos in fraganti nos escritórios do partido democrata, no edifício Watergate de Washington. A sua detenção revelou um plano de escutas ilegais e espionagem contra opositores políticos apoiado pela Casa Branca, e nele estavam implicados altos funcionários do país, como o ex- -inspector-geral John Mitchell, o conselheiro presidencial John Dean, o chefe de pessoal da Casa Branca H. R. Haldeman, o assessor para os Assuntos Nacionais John Ehrlichman e, à cabeça de todos eles, o presidente Nixon. Em Maio de 1973, a Comissão de Actividades Presidenciais do Senado norte-americano ouviu uma série de assombrosas revelações que davam ao escândalo uma dimensão maior do que aquela que já tinha. John Dean testemunhou que o presidente estava ao corrente da operação e que tinha autorizado o pagamento dos assaltantes para que guardassem silêncio, algo que foi veementemente negado pela Administração Nixon. A 16 de Julho de 1973, Butterfield, outro assessor da Casa Branca, revelou que Nixon tinha ordenado a instalação na Casa Branca de um sistema para gravar automaticamente todas as conversas que se efectuassem em determinadas salas do edifício, incluindo a sala oval. Estas fitas viriam a constituir a melhor prova para confirmar se o presidente estava a mentir ou não, pelo que o inspector especial designado para investigar o caso, Archibald Cox, exigiu à Casa Branca a entrega imediata de oito gravações. Após uma série de peripécias e negativas, que incluiriam a demissão do próprio Archibald Cox, Nixon acabou por entregá-las, mas os especialistas verificaram que as fitas tinham sido manipuladas e apagadas em parte. A partir desse momento os escândalos sucederam-se com uma inusitada rapidez e praticamente todos os dias começaram a surgir indicações de novas actuações ilegais por parte da equipa de Nixon. Por fim, e para evitar o quase certo impeachment, Nixon demitiu-se a 9 de Agosto de 1974. Um mês depois, o seu sucessor, Gerald Ford, exonerava-o de todos os delitos que pudesse ter cometido durante o seu mandato, ficando a salvo de qualquer acusação. Os "encanadores" Até aqui falámos daquilo que se pode encontrar em qualquer enciclopédia, todavia, hoje chama-nos a atenção que apesar de ter sido um dos grandes acontecimentos do século XX e um facto que foi submetido ao minucioso escrutínio de políticos, jornalistas e historiadores, ainda restam múltiplas questões obscuras no que se refere à compreensão global deste assunto e, muito em especial, do facto central que fez detonar a bomba que acabou com a carreira política de Richard Nixon. Por exemplo, se bem que na época tivesse ficado claro que Nixon estava ao corrente dos factos, nunca ficou esclarecido quem foi a pessoa que ordenou a entrada ilegal no edifício Watergate e, sobretudo, o que é que se pretendia com aquela acção. Talvez devido ao empenho das instituições norte-americanas para pôr uma pedra sobre este assunto o mais rapidamente possível, correndo o risco de lhe dar um fim falso, restaram brechas suficientes para que surgissem versões revisionistas do escândalo Watergate que - por mais surpreendente que possa parecer - pretendem nem mais nem menos que reabilitar o bom-nome do presidente mais polémico da história dos Estados Unidos. Também ainda existem aqueles que investigam o lodo de Watergate tentando encontrar o fio que os conduza à descoberta de novos segredos inconfessáveis que se cozinharam nos bastidores do poder norte-americano. Para compreender as implicações reais do escândalo deveríamos regressar à sua origem. Como já tínhamos mencionado, em plena campanha presidencial norte-americana de 1972, a 17 de Junho, cinco homens irromperam num escritório do edifício Watergate de Washington. O objectivo era obter toda a informação possível do quartel-general democrata. No entanto, foram detectados pela segurança do edifício e surpreendidos pela polícia, que prendeu Eugenio Martínez, Virgilio González, Frank Sturgis, Bernard Barker e James McCord. A equipa operava sob a direcção de Everette Howard Hunt e George Gordon Liddy, que também foram presos. Nenhum deles era desconhecido dos serviços secretos norte-americanos. Martínez e González eram figuras importantes dentro do activismo anticastrista de Miami. Sturgis e Hunt tinham sido relacionados por diversos autores com assuntos tão sórdidos como o assassinato do presidente Kennedy e o "acidente" de viação que acabou com as ambições presidenciais do seu irmão Ted. Por outro lado, Hunt, Liddy e McCord tinham sido membros da CIA. Do profissionalismo dos intrusos fala-nos o facto de que transportavam consigo equipamento de espionagem extremamente sofisticado para a época, o qual incluía câmaras em miniatura, gazuas, dispositivos de gás lacrimogéneo portáteis, toda a espécie de microfones oc ultos e transmissores com os quais se comunicavam com Hunt e Liddy, que se encontravam num quarto de um hotel vizinho. Porquê? A teoria vulgarmente aceite indica que a equipa tinha como objectivo a instalação, reparação ou remoção de dispositivos de vigilância electrónica do quartel-general democrata. No entanto, esta é apenas uma hipótese acerca da natureza da missão que levou aqueles homens ao edifício Watergate naquela noite. Os próprios acusados contradisseram-se em diversas ocasiões quanto à natureza da sua missão. Liddy disse que se encontravam ali para recuperar certos docu- mentos comprometedores para Nixon, enquanto Hunt e os cubanos insistiram que se tratava de recolher dados gerais sobre a campanha democrata. De qualquer maneira, existe uma enorme desproporção entre o risco corrido e os possíveis benefícios, uma desproporção que levou as mentes mais desconfiadas a pensar que por detrás daquele assalto existia uma razão ainda não revelada.»
In: DN.

9/11/2007

6 anos depois...

9/02/2007

Um filme sobre a criação da CIA...

7/14/2007

As 7 Maravilhas... Velhas e Novas...


As "novas" 7 maravilhas do mundo!




As 7 "velhas" maravilhas do mundo!

7/04/2007

Casa da Leitura (Convite para férias...)

Chama-se "Casa da Leitura" o novo portal do Serviço de Educação e Bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo como objectivo a promoção da leitura. Este novo serviço "on-line" destina-se ao público em geral mas, sobretudo aos mediadores de leitura - bibliotecários e professores -, pais, educadores e jornalistas, proporcionando a todos material para promover as leituras junto dos mais novos. Na "Casa da Leitura" podem encontrar-se recensões de mais de 500 livros destinados à infância e à adolescência, organizados segundo temas, bem como o desenvolvimento de temas, biografias e bibliografias, actualizados regularmente.O portal dispõe ainda de um serviço de orientação para a leitura onde se encontra reunido o essencial da informação acerca das edições de livros para a infância e juventude, sobretudo os mais recentes, mas também edições clássicas e, em alguns casos, edições em língua estrangeira.Estão ainda disponíveis orientações teóricas, informações sobre projectos no terreno ou que possam vir a ser desenvolvidos no âmbito da leitura.No prazo de um ano, a Fundação Calouste Gulbenkian pretende criar um outro portal dirigido exclusivamente ao público jovem, tendo objectivos semelhantes.Este novo portal está acessível a partir do endereço electrónico: www.casadaleitura.org